ARS ADMINISTRACION DE RIESGOS Y SEGUROS I B E R O A M E R I C A N A

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1 ARS ADMINISTRACION DE RIESGOS Y SEGUROS I B E R O A M E R I C A N A P U B L I C A C I O N I N S T I T U C I O N A L D E A L A R Y S A ñ o I - N º 4 - A b r i l d e El paradigma de la Administración de Riesgos Es así realmente? O paradigma da Administração de Riscos È realmente assim? Pág. 52 El nuevo orden mundial para el Riesgo marítimo y portuario Los contenedores inteligentes A nova ordem mundial para o risco marítimo e portuário. Os contêineres inteligentes Pág. 40 La seguridad de los productos alimenticios y el consumidor A segurança dos produtos alimentícios e o consumidor Pág. 18

2 EDITORIAL Estimados lectores: Hoy estamos saliendo con una nueva edición de nu e s t ra publ i c a c i ó n y, paso a paso, va m o s cumpliendo nu e s t ros objetivo s. Nos planteamos hacer una edición bilingüe y lo estamos logrand o. Este es nu e s t ro segundo número editado en español y portugués. Nos plantamos crecer aún más y lo estamos logra n d o. Somos una asociación grande en voluntades, aunque pequeña en recursos,por eso cada paso que damos nos cuesta bastante. N u e s t ra meta, a h o ra, es lograr la re g u l a ridad editorial que el mercado se merece.un mercado que nos apoya y confía en nuestra integridad y en nuestro profesionalismo. Por eso estamos haciendo esta p u bl i c a c i ó n, realmente independiente y con mu cho contenido. Una publicación que ve rd a d e ramente tiende, no solo a divulgar nu e s t ra pro fe s i ó n, sino a enaltecerla. Alarys,siempre fue pionera,siempre fue respetada, y por eso queremos contarle que hemos logrado espacio para tres exposiciones en la próxima reunión de RIMS a re a l i z a rse en Honolulu, en ab ri l de En nu e s t ra página we b (h t t p : / / w w w. a l a ry s. o rg) encontrarán esta información. Somos conscientes de la evo l u- ción casi ve rt i ginosa que está operando en la Administración de R i e s go s : la S a r b a n e s - O x l ey A c t, los códigos de buen gobierno corporativo,las nuevas normas de aud i t o r í a, Basilea II y Solvencia II son solo algunos ejemplos de estas cuestiones que requieren que la A d m i n i s t ración de Riesgo s cumpla un papel cada vez más activo y protagónico en las estructuras empre s a ri a s, p a ra re s g u a rd a r el buen nombre de las mismas y el interés de sus accionistas. Desde Alarys,a través de nuestros congresos,seminarios y presentaciones,estamos trabajando en ese sentido,pero sobre todo lo podemos hacer gracias al apoyo de mucha gente y de muchas empresas que confían en nosotros,entre ellas nuestros anunciantes. A todos ellos nu e s t ro agra d e c i- miento. Hasta el próximo número. Jorge D. Luzzi Presidente de ALARYS 3 Prezados leitores: Hoje estamos lançando mais uma nova edição de nossa publicação, e passo a passo vamos atingindo nossos objetivos.nos comprometemos a publicar uma edição bilíngüe e estamos cumprindo.esta é a nossa segunda edição em espanhol e português. Nos propusemos crescer ainda mais e estamos conseguindo. Somos uma associação grande em vontade e determinação, ainda que pequena em recursos, por isso cada passo que damos nos custa muito. Agora,nossa meta é conseguir a regularidade editorial que o mercado merece. Um mercado que nos apóia e confia na nossa integridade e profissionalismo. Por isso realizamos esta publicação de forma independente e com muito conteúdo. U m a publicação que verdadeiramente tende, não somente a divulgar nossa profissão, mas como também a enaltecê-la. Alarys sempre foi pioneira. Sempre foi respeitada e por isso temos a alegria de informar que conseguimos espaço para três exposições na próxima reunião do RIMS em Honolulu, e m abril de 2006.No nosso site vocês podem obter mais informações. Somos conscientes da evolução,quase vert i g i n o s a, que está ocorrendo na A d m i n i s t r a ç ã o de Riscos. Sarbanes Oxley Act, Códigos de boa gestão administrativa, novas normas de auditor i a, Basilea II, Solvência II são apenas alguns exemplos dessas questões que requerem da Administração de Riscos, um papel cada vez mais ativo e principal nas estruturas empresariais para resguardar o seu bom nome e o interesse de seus acionistas. Por meio da Alarys e de seus congressos, seminários e ap r e s e n t a ç õ e s, estamos trabalhando nesse sentido. No entanto, é importante destacar que tudo isso é possível em parte,graças ao apoio de muita gente e de muitas empresas que confiam em nosso trabalho, entre elas, nossos patrocinadores. A todos eles o nosso agradecimento Até o próximo número. Jorge D. Luzzi Presidente da Alarys

3 4 ADMINISTRACIÓN DE RIESGOS Y SEGUROS LATINOAMERICANA Director Editor Jorge Daniel Luzzi Director - Editor Asociado Alberto A.Alonso Director Financiero Andrés R.Holownia Director Técnico Javier Mirabal Director Carlos Sabaini Corrección de estilo María Jimena Alonso Diseño Gráfico Diego Billone Dirección,administración,redacción, publicidad y suscripciones: Esmeralda 582,Piso 8º Of Ciudad Autónoma de Buenos Aires República Argentina Telefax:(5411) Impresión ADAGRAF Impresores S.A. La revista Administración de Riesgos y Seguros Latinoamericana es propiedad de la Asociación Latinoamericana de Administradores de Riesgos y Seguros. Prohibida su reproducción total o parcial sin previo permiso. Las opiniones vertidas en los artículos firmados son de responsabilidad de los autores y no implica la del editor. Año I Nº 4 - Abril 2006 Asociación Latinoamericana de Administradores de Riesgos y Seguros Presidente: Jorge Luzzi (ABGR - Brasil) Vicepresidente Técnico: Vicente Martín (AGERS - España) Vicepresidente de Eventos: Carlos Sabaini (ADARA - Argentina) Vicepresidente de Promoción y Difusión: Eduardo Fox (BIMA - Bermudas) Vicepresidente Tesorero: Andrés Holownia (ABGR - Brasil) Director de Relaciones con el Mercado: Stravros Costarangos (APARYS - Panamá) Director Administrativo: Cristiane Alves (ABGR - Brasil) Director Ejecutivo: Javier Mirabal (ALARYS - USA) Directores: Carlo Carvalho (ABGR - Brasil) Jorge Ferrada (ACHARYS - Chile) Nora Elena Meza (ACOLARYS - Colombia) Alberto A.Alonso (ADARA - Argentina) Rogelio Bautista (AGERS - España) Manuel Eskildsen (APARYS - Panamá) Antonio Fernández (APOGERYS - Portugal) Peter Strong (BIMA - Bermudas) Ricardo Talavera (FUNDAVEGERS - Venezuela) Enrique Benítez (IMARAC - México) SUMARIO Año I Nº 4 - Abril VI Seminario Internacional de Gerenciamiento de Riesgos y Seguros y VIII Seminario Latinoamericano de ALARYS VI Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros e VIII Seminário Latino Americano da Alarys 12 La Administración de Riesgos en Angola A Administração de Riscos na Angola 16 BRASIL El Seguro de crédito comercial renace con fuerza y gran potencial de mercado - Por Paulo Baptista BRASIL Seguro de crédito comercial renasce forte e com grande potencial de mercado - Por Paulo Baptista 18 La seguridad de los productos alimenticios y el consumidor Por Andrea Fabiana Mac Donald A segurança dos produtos alimentícios e o consumidor Por Andrea Fabiana Mac Donald 28 Saneamiento y recuperación... las mejores herramientas para minimizar las pérdidas - Ajuste de Siniestros de Maquinaria y Equipos 2da. Parte Por Gustavo Medina, con la colaboración de Ernesto Bodenheimer Saneamento e recuperação as melhores ferramentas para minimizar perdas. - Regulação de Sinistros de Maquinários e Equipamentos. 2ª. Parte Por Gustavo Medina, com a colaboração de Ernesto Bodenheimer 36 Argentina. La prueba del siniestro y que el mismo tiene cobertura bajo la póliza en cuestión. Por Domingo M. López Saavedra Argentina. A prova do sinistro e a prova de que ele esteja coberto na apolice em questão. Por Domingo M.López Saavedra 40 El nuevo orden mundial para el riesgo marítimo y portuario Los contenedores inteligentes Equipo técnico de Alarys A nova ordem mundial para o risco marítimo e portuário. Os contêineres inteligentes. Equipe Técnica Alarys 52 El paradigma de la administración de riesgos Es así realmente? Por Alberto A. Alonso O paradigma da administração de riscos È realmente assim? Por Alberto A. Alonso

4 VI Seminario Internacional de Gerenciamiento de Riesgos y Seguros y VIII Seminario Latinoamericano de ALARYS Du rante los días 12, 13 y 14 de octubre de 2005, la ABGR Asociación Brasileña de Gerencia de Riesgo s realizó el VI Seminario Intern a- cional de Gerenciamiento de R i e s gos y Seguro s,c o n j u n t a m e n- te con el, lo que se constituyó en el evento más grande del mercado en A m é ri c a l a t i n a. En las tres salas de conferencias que funcionaron simu l t á- n e a m e n t e, se ab o rd a ron temas de sumo interés, como D&O,Arbitraje,Riesgos Ambientales,Reaseguro,Riesgos de Ingeniería,solo para citar algunos entre los más de treinta temas pre s e n t a- dos por especialistas re c o n o c i- dos e invitados de todos los cont i n e n t e s. A d e m á s, se contó con una platea intern a c i o n a l,fo rm a d a por alrededor de inscri p t o s. Pa ralelamente al seminari o, se tuvo la presencia de EXPO R i e s gos 2006, la mayor ex p o s i- ción de servicios del mercado de la A d m i n i s t ración de Riesgos y S e g u ros del hemisfe rio sur. C o n e n t rada libre al públ i c o, se proporcionó a las 43 compañías expositoras el flujo de profesionales del más alto nivel, en correspondencia con la presentación y buen gusto de los stands. Solo para destacar la importancia de la EXPO Riesgo s, c i t a- mos la participación de las tre s m ayo res empresas de corre t a j e de seguros mundiales,de los doce mayores aseguradores brasileñ o s, además de los pre s t a d o re s de servicios y de grandes aseguradoras de alto nivel. VI Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros e VIII Seminário Latino Americano da Alarys AABGR Associação Brasileira de Gerência de Riscos realizou o VI Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros, conjuntamente com o VIII Seminário Latino Americano d a A l a rys nos dias 12, 13 e 14 de Outubro de 2005 constituindo-se no maior evento do mercado na América Latina. Contando com três salas de palestras funcionando simultaneamente,foram abordados temas de interesse, como D & O,Arbitragem, Riscos Ambientais, Resseguros,Riscos de Engenharia, apenas para citar alguns entre os mais de trinta assuntos apresentados por reconhecidos especialistas convidados de todos os continentes.contando com uma platéia igualmente internacional, formada por 1100 inscritos pagantes, podemos considerar que o Seminário configurou-se num efetivo sucesso. Paralelamente ao Seminário, aconteceu a Expo Riscos 2006,que vem a ser a maior feira de produtos e serviços do mercado de administração de riscos e seguros do hemisfério sul.com a entrada franqueada ao público,proporcionamos às 43 empresas expositoras o afluxo de profissionais de alto nível, correspondendo ao apuro e bom gosto dos estandes. Apenas para destacar a relevância da Expo,citamos a participação das três maiores corretoras mundiais,dos doze maiores seguradores brasileiros, além de prestadores de serviços e grandes segurados de alto gabarito. 5 Panel de apertura.de izquierda a derecha: José Felipe - Presidente de AON Brasil,Jorge D. Luzzi - Presidente de Alarys y de la ABGR, Eugenio Pascual - Presidente de Willis Brasil yjaques Bergman - Director de Itau Seguros.

5 PROGRAMA VI Seminário Internacional de Gerência de Riesgos y Seguros de la ABGR VIII Congreso Internacional de ALARYS 12 a 14 de Septiembre de 2005 / GRAN MELIÁ WTC SÃO PAULO SP 6 Día 12 de Septiembre de 2005 / Lunes Horario 08hs00min 09hs00min 10hs00min 12hs00min 14hs00min 14hs00min 14hs00min 15hs30min 16hs00min 16hs00min 16hs00min Tema Acreditación Apertura del Seminario Sesión Plenaria Análisis de las crisis en Brasil y en el exterior:una visión del futuro en el mercado asegurador Almuerzo/Libre A1 Perfeccionamiento en las relaciones entre Aseguradores,corredores y asegurados transparencia y credibilidad. - THOMAZ L.C.MENEZES MARSH B1 La función de auditoria en la nueva visión de la Gerencia de Riesgos - JAVIER MIRABAL RISK & PROCESS C1 Aplicación del seguro de garantía en las empresas público-privadas y en operaciones estructuradas - CARLOS FREDERICO FERREIRA ÁUREA- ALEXANDRE MALUCELLI J. MALUCELLI Coffee-break A2 Seguro de transporte:consecuencias de la circular 123 de la SUSEP - MARCELO D ALESSANDRO KRAFT - ROBERTO CONDUTA HARMONIA - JUAREZ CERQUEIRA A.FILHO ITAÚ B2 Gestión de riesgos en aplicaciones financieras y Basilea II - JAVIER MIRABAL RISK & PROCESS C2 El seguro de crédito como instrumento de gerenciamento y mejora del riesgo - EDUARDO NOBREGA / LUCIANA MONSANTO - ÁUREA - PAULO BATISTA MARSH Día 13 de Septiembre de 2005 / Martes Horários 08hs30min 08hs30min 08hs30min Tema A3 Risk Maping y Gestión de Riesgos aplicado en las empresas multinacionales - JAVIER MIRABAL RISK & PROCESS B3 Los riesgos ambientales en la atención gerencial - EDSON HADDAD CETESB - Gestión de riesgos ambientales - RICARDO SERPA - ITSEMAP C3 Una visión acerca del futuro del 10hs00min 10hs30min 10hs30min 10hs30min 12hs00min 14hs00min 14hs00min 14hs00min 15hs30min 16hs00min 16hs00min 16hs00min reaseguro en el Brasil y en el Mundo Pro y contra para el asegurado - - JORGE CAMINHA MARSH Coffee-break A4 Evaluación patrimonial para seguros Como calcular su valor de riesgos. - LES MILES MB VALUATION B4 El seguro de garantía en término de ajuste de conducta ambiental - LUIZ ALBERTO PESTANA MUNICH RE C4 D&O Un seguro esencial para la protección del patrimonio del ejecutivo La realidad actual - ALVARO IGREJAS - ITAÚ Almuerzo/Libre A5 Herramientas de Gerencia de Riesgos aplicadas en logística y transporte desde la táctica hasta la práctica estudio de casos - RICARDO TADEU C. SILVA DUTY B5 Riesgos ambientales:cómo prevenir y cuándo el seguro es la solución - MAURO LEITE MARSH C5 Las coberturas do RC producto,frente al crecimiento de las exportaciones brasileñas y latinoamericanas. - FRANK BOZIC MAPFRE Coffee-break A6 Prevención,protección y legislación: Seguridad y gestión para riesgos de incendio y explosión - ABP-EX ASSOC.BRAS. PARA PREVENÇÃO DE EXPLOSÕES- CBESP CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SP B6 Aspectos de la cobertura de riesgos ambientales en el Brasil - WALTER POLIDO MUNICH RE C6 Gestión de Riesgos en las negociaciones internacionales:cómo prepararse,cómo negociar y como administrar los riesgos en la negociación - JOSÉ LUIZ BANDEIRA BORG & BAND Día 14 de Septiembre de 2005 / Miercoles Horários 08hs30min Tema A7 Gestión de Riesgos en Américalatina Un comparativo de las mejores prácticas de la región - MAURICIO 08hs30min 08hs30min 10hs00min 10hs30min 10hs30min 10hs30min 12hs00min 14hs00min 14hs00min 14hs00min 15hs30min 16hs00min 16hs00min 16hs00min CONDE TRESCA HARMONIA - MAURICIO ESQUINO ALINTER MÉXICO B7 La situación actual del arbitraje como medida preventiva de los conflictos de interpretación entre la aseguradora y el asegurado - SERGIO RUY B.MELLO PELLON & ASSOCIADOS - CARLOS ROBERTO DE ZOPPA AXIS C7 Gestión de riesgos en TI y observancia a la reglamentación de la SUSEP, Banco Central,CVM,Basilea II y Sarbanes Oxley - FERNANDO NERY MÓDULO Coffee-break A8 DIMAP Una herramienta informatizada para la evaluación preliminar del riesgo ambiental - STELLA NIVIS VIVONA ITSEMAP - Catástrofes naturales - DEFESA CIVIL FEDERAL B8 Programas mundiales de seguros - Legislación brasileña - CHRISTOPHER JOHN WELLINGTON AON C8 Certificación digital y sus reflejos en el gerenciamiento de Riesgos Digitales - MANUEL MATOS VIA INTERNET Almuerzo/Libre A9 Nueva reglamentación de los operadores portuarios - VANDERLEI RAVAZZI ITAÚ B9 Fraude electrónico en las empresas: seguro contra riesgos de informática - LUIZ ALBERTO MOURÃO MAPFRE C9 Riesgos y seguros de ingeniaría - ERNESTO BODENHEIMER CUNNINGHAM - LINDSEY ARGENTINA Coffee-break A10 Gerenciamiento de riesgos en informes de interrupción de negocios y lucros cesantes - FRANCISCO BRAGA BRAGA & ASSOCIADOS B10 Plan de atención de emergencias - JOSÉ LUIZ AGUIAR AON C10 El gerenciamientó de riesgos y la Organización Internacional del Trabajo Desafío de los accidentes industriales mayores.- MILTON SANTANA ZURICH

6 PROGRAMA VI Seminário Internacional de Gerência de Riscos e Seguros da ABGR VIII Congresso Internacional da ALARYS 12 a 14 de Setembro de 2005 / GRAN MELIÁ WTC SÃO PAULO SP Dia 12 de Setembro de 2005 / Segunda-feira Horários 08hs00min 09hs00min 10hs00min 12hs00min 14hs00min 14hs00min 14hs00min 15hs30min 16hs00min 16hs00min 16hs00min Tema Credenciamento Abertura do Seminário Sessão Plenária Análise de crises no Brasil e no exterior:uma visão do futuro no mercado securitário Almoço/Livre A1 Aprimoramento nas relações entre seguradores,corretores e segurados transparência e credibilidade. THOMAZ L.C.MENEZES MARSH B1 A função da auditoria na nova visão do Gerenciamento de Riscos JAVIER MIRABAL RISK & PROCESS C1 A aplicação do seguro de garantia nas parcerias público-privadas e em operações estruturadas CARLOS FREDERICO FERREIRA ÁUREA - ALEXANDRE MALUCELLI J. MALUCELLI Coffee-break A2 Seguro de transportes:conseqüências da circular 123 da SUSEP MARCELO D ALESSANDRO KRAFT - ROBERTO CONDUTA HARMONIA - JUAREZ CERQUEIRA A.FILHO ITAÚ B2 Gerenciamento de riscos em aplicações financeiras e Basiléa 2 - JAVIER MIRABAL RISK & PROCESS C2 O seguro de crédito como instrumento de gerenciamento e melhoria do risco - EDUARDO NOBREGA / LUCIANA MONSANTO ÁUREA PAULO BATISTA MARSH Dia 13 de Setembro de 2005 / Terça-feira Horários 08hs30min 08hs30min 08hs30min Tema A3 Risk Maping e Gerenciamento de Riscos aplicado às empresas multinacionais - JAVIER MIRABAL RISK & PROCESS B3 Os riscos ambientais no atendimento gerencial Exper. em SP - EDSON HADDAD CETESB Gerenciamento de riscos ambientais RICARDO SERPA - ITSEMAP C3 10hs00min 10hs30min 10hs30min 10hs30min 12hs00min 14hs00min 14hs00min 14hs00min 15hs30min 16hs00min 16hs00min 16hs00min Uma visão acerca do futuro do resseguro no Brasil e no Mundo Prós e contras para o segurado - JORGE CAMINHA MARSH Coffee-break A4 Avaliação patrimonial para seguros Como calcular seu valor de riscos. LES MILES MB VALUATION B4 O seguro garantia no termo de ajustamento de conduta ambiental Exper. da Munich Re no Brasil - LUIZ ALBERTO PESTANA MUNICH RE C4 D&O Um seguro essencial para a proteção do patrimônio do executivo A realidade atual - ALVARO IGREJAS - ITAÚ Almoço/Livre A5 Ferramentas de Gerência de Riscos aplicadas à logística e transporte da tática à prática estudo de caso - RICARDO TADEU C.SILVA DUTY B5 Riscos ambientais:como preveni-los e quando o seguro é a solução MAURO LEITE - MARSH C5 As coberturas do RC produto,frente ao crescimento das exportações brasileiras e latino-americanas. FRANK BOZIC MAPFRE Coffee-break A6 Prevenção,proteção e legislação: Segurança e gerência para riscos de incêndio e explosão (nova NR10 ABNT e decreto Corpo de Bombeiros) - ABP-EX ASSOC.BRAS. PARA PREVENÇÃO DE EXPLOSÕES - CBESP CORPO DE BOMBEIROS DO ESTADO DE SP B6 Aspectos da cobertura de riscos ambientais no Brasil - WALTER POLIDO MUNICH RE C6 Gerenciamento de riscos nas negociações internacionais:como se preparar, como negociar e como administrar os riscos na negociação JOSÉ LUIZ BANDEIRA BORG & BAND Dia 14 de Setembro de 2005 / Quarta-feira Horários 08hs30min Tema A7 08hs30min 08hs30min 10hs00min 10hs30min 10hs30min 10hs30min 12hs00min 14hs00min 14hs00min 14hs00min 15hs30min 16hs00min 16hs00min 16hs00min Gerenciamento de riscos na América Latina Um comparativo das melhores práticas da região - MAURICIO CONDE TRESCA HARMONIA - MAURICIO ESQUINO ALINTER MÉXICO B7 A situação atual da arbitragem como medida preventiva aos conflitos de interpretação entre a seguradora e o segurado - SERGIO RUY B.MELLO PELLON & ASSOCIADOS - CARLOS ROBERTO DE ZOPPA AXIS C7 Gestão de riscos em TI e atendimento à regulamentação da SUSEP, Banco Central,CVM,Basiléa II e Sarbanes Oxley - FERNANDO NERY MÓDULO Coffee-break A8 DIMAP Uma ferramenta informatizada para avaliação preliminar do risco ambiental - STELLA NIVIS VIVONA ITSEMAP Catástrofes naturais - DEFESA CIVIL FEDERAL B8 Programas mundiais de seguros X Legislação brasileira - CHRISTOPHER JOHN WELLINGTON AON C8 Certificação digital e seus reflexos no gerenciamento dos Riscos Digitais - MANUEL MATOS VIA INTERNET Almoço/Livre A9 Nova regulamentação dos operadores portuários - VANDERLEI RAVAZZI ITAÚ B9 Fraude eletrônica nas empresas: seguro contra riscos de informática - LUIZ ALBERTO MOURÃO MAPFRE C9 Riscos e seguros de engenharia - ERNESTO BODENHEIMER CUNNINGHAM LINDSEY ARGENTINA Coffee-break A10 Gerenciamento de riscos em relatórios de interrupção de negócios e lucros cessantes - FRANCISCO BRAGA BRAGA & ASSOCIADOS B10 Plano de atendimento à emergências - JOSÉ LUIZ AGUIAR AON C10 O gerenciamento de riscos e a organização Internacional do Trabalho Desafio dos acidentes industriais maiores.- MILTON SANTANA ZURICH 7

7 Jorge Luzzi,cortando la cinta de Expo Riesgos AON Brasil 8 Advanced Appraisal Willis Brasil

8 Itau Seguros 9 De izquieda a derecha: Andrés Holownia : Alarys-ABGR ; Jorge Luzzi : Alays- ABGR; Jorge L.Hernández (Advanced Appraisal) ; Carlos Sabaini : ADARA ; Leonardo Ghiglione:Pirelli Argentina ; Javier Mirabal : Risk & Process. Bradesco Seguros Lunch en el Stand de Zurich Seguros

9 SulAmérica Seguros Thomaz L.C. Menezes Presidente y CEO - Marsh Latinoamérica y el Caribe MAPFRE Seguros 10 Royal & Sunalliance Seguros Marsh Brasil Ernesto Bodenheimer - Director de Cunningham Lindsey Argentina AGF Allianz Group Zurich Seguros

10 La Administración de Riesgos en Angola 12 Al último congreso que la ABGR organizó junto a ALARYS en San Pablo, en septiembre de 2005, concurrió una nutrida representación de la República de Angola. Para conocer lo que está pasando en ese país y en el continente Africano, nuestra revista entrevistó a Firmino Silva de la Empresa Distribuidora de Petróleo de Angola. Esta es la nota. ARS: Estamos enterados,por c o m e n t a rios del Dr. L u z z i, que al congreso de la A B G R - A L A RYS del año pasado habían venido de vuestro país dos o t res re p re s e n t a n t e s, y nos llamó mu cho la atención que para este nuevo Congreso la delegación haya sido mucho mayor. En este contexto queríamos preguntarle qué les había parecido el congreso del año pasado y cuáles son las ex p e c t a t i- vas que ustedes esperan cubrir en el actual. F. S.: Como ustedes sab e n, s oy f u n c i o n a rio de la empresa Distribuidora de Petróleo de Angola.Este C o n greso para nosotros es 100% beneficioso porque ganamos experiencia de la mucha que ustedes tienen, con el fin de materializarla en nuestro país. Estamos participando de los congresos de ABGR-ALARYS desde hace tres años.al primero de ellos c o n c u rrí sólo yo, al siguiente vinimos dos miembros y a este llegamos con una delegación de siete miembros.nuestro objetivo es que en un futuro nos podamos convertir en una especie de capítulo angoleño de la ABGR,aprovechando que hablamos el mismo idioma, el portugués, y de esa manera incrementar nuestro potencial para desarrollar la Administración de Riesgos en Angola y de allí hacia todo el continente Africano. ARS: En qué estado está el desarrollo de esta disciplina en vuestro país? F.S.:El tema es de presente y de futuro.yo creo que mi país necesita y mucho de la Administración de Riesgos en todos los niveles,no solamente en el campo de petróleo sino,también,en otros tipos de servicios, y es por eso que venimos a estos congresos para irnos formando y capacitando no solo a trav é s de las exposiciones y conferencias s i n o, lo que es más import a n t e, a p a rtir del cambio de ideas con otros colegas de Latina. A R S : Cuáles son los re q u e rimientos actuales en Administración de Riesgos en la industria petrolera de su país? F. S : Las empresas que en este

11 momento participan de la ex t ra c- ción de petróleo, en A n go l a, s o n empresas bien vistas internacionalmente y con mucha experiencia en su actividad.son,como dije,empresas internacionales que, obviament e, tienen incorporada la A d m i n i s- tración de Riesgos en su organización. Este trabajo de exploración y p rospección es un negocio mu y grande que interesa mucho al país, por lo que el tema es casi como un trato entre el gobierno de Angola y el go b i e rno de tales empre s a s. L a función de la empresa en la que trabajo es la de una comercializadora de derivados de petróleo, tales como nafta,gasoil,etc.nosotros participamos del último eslabón de la cadena de los hidro c a r b u ros y allí es donde debemos gestionar nuest ros ri e s go s, p rincipalmente a través del seguro. ARS: A nivel de continente africano, hay algunas expectativas de formar alguna asociación para empezar a trabajar en estos temas de Administración de Riesgos? F. S.: El go b i e rno en este momento está preocupado por ese tema y está desarrollando una política para reunir técnicos del seguro p a ra trazar las líneas dire c t ri c e s que sirvan en el futuro a la Gestión de Riesgos.En nuestro país,el negocio de seguros es muy fuerte y tiene muy buenas pers p e c t i va s, ya que estamos en una etapa impor- A ADMINISTRAÇÃO DE RISCOS NA ANGOLA No último congresso que a ABGR organizou junto com a ALARYS em São Paulo, em setembro de 2005, tivemos uma boa representação da República da Angola. Para ter conhecimento do que está acontecendo neste país e no continente Africano, nossa revista entrevistou Firmino Silva, da Empresa Distribuidora de Petróleo de Angola. Esta é a nota. AR S : S a b e m o s, pelos comentários do Dr. L u z z i, que no Congresso da A B G R - A L A RYS do ano passado vieram de seu país dois ou três representantes, e nos chamou muito a atenção que para este novo Congresso a delegação tenha sido bem maior. N e s t e contexto queremos perguntar o que acharam do Congresso do ano passado e quais são as expectativas neste atual. FS: Como vocês sabem, sou funcionário da empresa Distribuidora de Petróleo de A n g o l a. Este Congresso para nós é 100% benéfico porque aprendemos muito conhecendo a grande experiência de vocês e o objetivo é mat e r i a l i z a r esta experiência em nosso Pa í s. Estamos participando dos Congressos da A B G R - A L A RYS há três anos. No primeiro deles participei sozinho, no seguinte viemos dois participantes e neste estamos com uma delegação de sete membros. Nosso objetivo é que em um futuro próximo, possamos nos converter em uma espécie de capítulo angolano da A B G R, ap r o v e i t a n d o que falamos o mesmo idioma, o português, e assim incrementar nosso potencial para desenvolver a Administração de Riscos na Angola e daí para todo o continente Africano. ARS: Em que estágio se encontra o desenvolvimento desta disciplina em seu país? F S : O tema é do presente e do futuro. A c r e- dito que o meu país precisa - e muito - da A d- ministração de Riscos em todos os níveis, n ã o só no campo do petróleo, mas também em outros tipos de serv i ç o s, é por isso que participamos destes congressos para informar e cap a- c i t a r-nos não somente por meio de exposições e conferências, mas sim também pela troca de idéias com outros colegas da América Lat i n a. ARS: Quais são as exigências atuais na Administração de Riscos na indústria de petróleo de seu país? FS: As empresas que neste momento participam da extração do petróleo na Angola,são empresas bem cotadas internacionalmente e com muita experiência em sua atividade. São, como disse, empresas internacionais que,obviamente possuem a Administração de Riscos em sua organização. Este trabalho de exploração e prospecção é um negócio muito grande que interessa muito ao país e por esse motivo esse assunto é quase um tratado entre o governo de Angola e o governo de tais empresas.a função da empresa onde trabalho é a comercialização de derivados do petróleo, tal como: a gasolina, o gasóleo,etc.nós participamos do último elo da cadeia dos hidrocarbonetos e é aí onde devemos administrar os nossos riscos, p r i n c i p a l- mente por meio do seguro. ARS: Tratando de continente africano, há algumas expectativas em formar alguma espécie de Associação para começar a trabalhar nestes temas de Administração de Riscos? F S : O governo nesse momento está preocupado com esse tema, está desenvolvendo uma política para reunir técnicos de seguros para traçar as linhas diretivas que servirão no futuro para a Gestão de Riscos. Em nosso país, o negócio de seguro é muito forte e têm boas perspectivas já que estamos em uma importante etapa de abertura do mercado de seguros e além do m a i s,contamos com empresas de corretag e m. ARS: Você sabe que com o início do século,aconteceram umas séries de circunstâncias que ocorreram no mundo,tais como:as grandes fraudes nos EUA; as recentes mudanças nas normas de auditoria; as mudanças na administração dos riscos bancários,definidos como Basiléia II, e as mudanças que tratam da administração dos riscos operacionais das seguradoras, com o fim de delimitar sua solvên- 13

12 14 tante de apert u ra del mercado de s e g u ros y además contamos con empresas de corretaje. ARS: Tu sabes que,con el inicio del siglo,ha habido una serie de circunstancias que ocurri e ron en el mundo tal como los grandes fra u- des en los Estados Unidos; los recientes cambios en las normas de auditoría;los cambios en el manejo de los ri e s gos bancari o s, d e fi n i d o s en Basilea II,y los cambios que se acercan en el manejo de los riesgos operacionales de las aseguradoras, con el fin de definir su solvencia, y que están recogidos en una norma de la Unión Europea conocida como Solvencia II.A partir de estas exp e ri e n c i a s, la A d m i n i s t ración de R i e s gos está dando un salto cualic u a n t i t a t i vo muy gra n d e, d e j a n d o de ser una disciplina que manejaba solo los riesgos puros, o sea aquellos que eran asegurables,para empezar a trabajar con los riesgos totales del negocios que son los más complicados, porque en ocasiones no pueden ser transferidos y entonces hay que reducirlos y minimizarlos,y aquí es donde crece en estatura nu e s t ra pro fe s i ó n, aunque también crece el desafío. Lo ven ustedes así? F.S.: Sin duda que estamos presenciando estos cambios tan bruscos que se presentan en el mundo. En el caso de nuestra empresa, hemos creado una asegura d o ra con una cautiva en Bermudas para poder trabajar y acompañar la marcha del mercado actual. ARS: El mercado de ri e s gos se ha expandido siguiendo modelos y, en este sentido,estos congresos sirven tanto para aprender como para estar al tanto de los cambios y t ra n s fo rmaciones que van ocurriendo en el mundo. Ustedes perciben que tienen la enorme responsabilidad de comenzar a bajar esa información a los demás profesionales de sus países para que esa gente comience a saber cómo funciona este tipo de modelo de manejo de riesgos? F. S. : N o s o t ros no estamos ajenos a las noticias,tales como la última gran catástrofe de la naturaleza ocasionada por el huracán Katrina en la costa de Estados Unidos.Estuvimos analizando los valores invertidos en seguros y re a s e g u ro, y otras inversiones de capital. En estos momentos, e s t a m o s preocupados por nuestra responsabilidad civil en el área de petróleo, que ya es muy grande en Angola,especialmente en las zonas de Cabinda y Soyo, por lo que es necesario interactuar con las empresas de seg u ros para delinear las ex i ge n c i a s sobre los estados de riesgos. Es por eso que en este momento estamos ab i e rtos y pre p a ra d o s para que sean creadas más empresas de seguros en Angola. A R S : Tú sabes que la A d m i n i s- t ración de Riesgo s, que no solo se ocupa de la tra n s fe rencia al seguro, s i n o, p rincipalmente de las tareas de prevención y mitigación de ri e s go s, se ha iniciado, p ri n c i p a l- m e n t e, en los Estados Unidos, a l l á por los años 50 del pasado siglo. Es por eso que para mu chos observa d o res el ejemplo del Katrina es el ejemplo de cómo no se debe manejar un ri e s go, y llama part i c u- l a rmente la atención, por hab e r o c u rrido en los EE.UU. Cómo lo ven ustedes? F. S. : N u e s t ra opinión ahí no es muy fuert e. N o s o t ros estamos hace poco tiempo en este mundo y mi opinión como técnico de seguros es que debemos mejorar cada vez más. Pa ra eso necesitamos estar todos j u n t o s,p a ra compartir ex p e ri e n c i a s, p a ra escuchar la opinión de los técnicos y, en defi n i t i va,p a ra hacer las cosas de una mejor manera. A R S : Cómo es vuestro país afectado por los riesgos en la naturaleza? F. S. : Por suert e, el país en sí cuenta con sus defensas naturales y no hay riesgos de catástrofes de la naturaleza importantes en lo que se refiere a terremotos y ciclones. En síntesis, podemos decir que la naturaleza no es muy dura con nosotros,lo cual es una bendición.

13 A R S : Es pro b able que el próximo Congreso de A L A RYS se re a l i c e en algún país del cono sur y,si es así, nos gustaría encontrarlos para seguir charlando de todos estos temas y, en especial, p a ra analizar de qué m a n e ra estos cursos por los que A L A RYS ha de extender la cert i fi c a- ción en A d m i n i s t ración de Riesgo s, puedan llegar también a sus países p a ra que ustedes fueran los pri m e- ros en re c i b i r l o s,y después puedan cumplir la función de educadores y c o n t i nu a d o res de esta política. F. S. : N o s o t ros les agra d e c e m o s mucho y nos gustaría inmensamente poder seguir participando de las siguientes actividades de A L A RY S, p a ra continuar escuchando y ganando experiencia en este hermoso mercado de la Administración de Riesgos y del Seguro. A R S : Hasta ahora ustedes fueron asistentes a las exposiciones de los dive rsos ora d o re s, aunque nos gustaría mu cho que en un futuro cercano ustedes expongan también sobre sus experiencias en el manejo de los riesgos para que nosotros podamos entender y aprender también de ustedes. F.S.: Le agradezco su buena intención y esperamos que en un futuro breve podamos pasar también por los estrados de A L A RY S, p a ra hablar de la Administración de Riesgos en África y principalmente en Angola. cia,e que estão recolhidas em uma norma da União Européia conhecida como Solvência II. A partir dessas experiências a Administração de Riscos está dando um salto muito significativo, deixando de ser uma disciplina que entendia somente de riscos puros, ou seja, d a q u e l e s riscos que eram passíveis de seguro,para começar a trabalhar com os riscos totais dos negócios que são os mais complicados, porque em certas ocasiões não podem ser transferidos e então devemos reduzi-los e minimizál o s. É aqui onde cresce em estrutura nossa profissão,ainda que também cresça o desafio. Vocês concordam? FS: Sem dúvida estamos presenciando estas mudanças tão bruscas que o mundo ap r e s e n t a. No caso da nossa empresa, c r i a- mos uma Seguradora com cativa em Bermudas para poder trabalhar e acompanhar o andamento do mercado atual. ARS: O mercado de riscos expandiu-se seguindo modelos e,nesse sentido,estes congressos servem tanto para aprender como para se atualizar das mudanças e transformações que ocorrem no mundo. Vocês percebem que têm a enorme responsabilidade de começar a difundir esta informação aos demais profissionais de seu país,para que essa gente comece a saber como funciona este tipo de modelo de administração de riscos? FS: Nós não estamos alheios às notícias, tais como a última grande catástrofe da natureza ocasionada pelo furacão Katrina na costa dos Estados Unidos. Estivemos analisando os valores dos seguros aí investidos,e outros investimentos de capital de seguros.atualmente,estamos preocupados por nossa responsabilidade civil, no campo do petróleo, que já é muito grande na A n g o l a, especialmente nas zonas de Cabilda e Soio,por isso é preciso interagir com as empresas de seguros para delinear as exigências relativas aos estados dos riscos.dessa forma,estamos abertos e preparados para que sejam criadas mais empresas de seguros em Angola. ARS: Você sabe que a Administração de Riscos, não só se ocupa da transferência dos riscos de seguros,mas,principalmente das tarefas de prevenção e redução, que se iniciaram principalmente nos EUA,pelos anos 50 do século passado. É por isso que, para muitos observadores, o exemplo do Katrina é um fato de como não se deve administrar um risco, e chama a atenção por ter acontecido nos EUA. O que vocês pensam a respeito? FS: A nossa opinião aí não é muito forte. Nós estamos há pouco tempo neste mercado e a minha opinião como técnico de seguros é que precisamos melhorar cada vez mais. Por isso precisamos estar todos juntos, para dividir experiências, para ouvir a opinião dos outros técnicos e,definitivamente,para fazermos as coisas da melhor maneira possível. ARS: Como o seu País é afetado pelos riscos naturais? FS: Fe l i z m e n t e, o país em si conta com suas defesas naturais e não há riscos de catástrofes naturais no que diz respeito a terremotos e a furacões. Em síntese, podemos dizer que a natureza não é muito dura conosco, o que é uma benção. ARS: È provável que o próximo Congresso Alarys seja realizado em algum país do cone s u l, assim sendo, gostaria de contar com a presença de vocês para continuar conversando de todos esses temas e,em especial,para analisar de que modo estes cursos,os quais a ALARYS há de difundir a Certificação em Administração de Riscos, possam chegar também em seus países, como vocês que foram os primeiros em recebê-los,e depois possam cumprir a função de educadores dando prosseguimento a essa política. F S : Nós agradecemos muito, e gostaríamos imensamente de continuar participando das próximas atividades da A L A RY S,para continuar ouvindo e ganhando experiência com esse mar avilhoso mercado da Administração de Riscos.. ARS: Até agora vocês foram ouvintes nas exposições dos diversos oradores, t o d avia gostaríamos muito que em um futuro próximo, v o- cês também expusessem a experiência de vocês na administração dos riscos para que nós possamos entender e aprender com vocês. FS: Agradeço pela a atenção e esperamos que em breve, possamos também passar pelos estrados da ALARYS para apresentar uma palestra da Gestão de Riscos na África e,principalmente na Angola. Muito obrigado. 15

14 Brasil El Seguro de crédito comercial renace con fuerza y gran potencial de mercado Por Paulo Baptista * 16 Tres años atrás, el Seguro de Crédito Comercial era una modalidad de seguros irrelevante en el mercado bra s i l e ñ o. E l volumen de premios era insignificante comparado con otros ramos, y la demanda por parte de las emp resas era casi inex i s t e n t e. La mayor parte de ellas consideraba que el seguro era caro o desconocían los beneficios del pro d u c t o. E s t e ambiente poco propicio re s u l t ab a del desinterés por invertir en el ram o, a pesar de ser Brasil un país con fuerte economía, tener una industria moderna,un mercado financiero sofisticado,y empresarios exigentes y creativos. Desde hace tres años a esta part e, o b s e rvamos un cambio ra d i c a l en la percepción de las aseguradoras sobre el potencial del mercado. P r á c t i c a m e n t e, todos los gra n d e s players globales apuntan a la potencialidad del país. La mayoría determinó operaciones propias con inve rsiones tanto en recursos humanos como tecnológicos. Hoy las aseguradoras locales ofrecen para las empresas brasileñas productos y servicios sofistic a d o s, fl ex i bles y competitivo s, s i- milares a los de los mercados más desarrollados. No podría ser distinto.en el período mencionado, B rasil entró en una fase de mayor estabilidad económica,pasó por choques internos y externos con tranquilidad y el sistema fi n a n c i e ro se fo rt a l e c i ó.a d e- m á s, el comercio internacional y doméstico creció a través de las exportaciones y debido a la inclusión de nue vas clases de consumidores dentro el país. Vencido el primer obstáculo, que era el interés del propio mercado asegurador en el potencial del p a í s, o t ras dificultades van poco a poco siendo supera d a s. La pri n c i- pal es la percepción de muchas empresas de que el Seguro de Crédito es un seguro típico,o sea,su único b e n e ficio es la tra n s fe rencia de gran parte del riesgo de sus cuentas a recibir para una aseguradora.este es, sin duda, un aspecto important e, ya que la empresa se defi e n d e de perjuicio por mora, concurso o i n s o l vencia de clientes eve n t o s que pueden tener un impacto muy negativo en los resultados. R á p i d a m e n t e,las empresas bra s i- leñas pasan a percibir va rios beneficios indirectos en el Seguro Crédit o. Y ellos son mu ch o s, c o m p ro b a- dos en las conve rsaciones con el cliente que preceden a la decisión de contratar el seguro. Ellos son: Casi todas las empresas quieren ampliar sus ve n t a s, h oy limitadas por la capacidad de concesión de crédito, sin poner en ri e s go su seguridad y los cri t e- rios técnicos de Gestión de Riesgos. Muchos quieren tener acceso a líneas de crédito más baratas y negociar condiciones favorables en operaciones financieras,tales como descuento de créditos. Por otra parte, los bancos ya se dan cuenta de que con el seguro de crédito hay una significati-

15 va mejora en el grado de riesgo de la empresa y de sus créditos. Todos tienen la garantía de que los activos re p resentados por parte de las cuentas a recibir, al estar cubiert a s, se conve rt i r á n en caja en plazos que no exigirán reservas por deudores dudos o s. Por ende, también su fl u j o de caja futura está protegido. La prima pagada por el seguro será integralmente deducible a los efectos del impuesto sobre la renta y de otros tributos. Los departamentos de crédito se benefician de los serv i c i o s agregados por el seguro, t a l e s como el monitoreo de los aspectos económicos y fi n a n c i e- ros de la cartera de crédito,y de toda la gestión de cobranza de créditos no percibidos. Los departamentos de ve n t a s, cuando buscan nuevos clientes potenciales,utilizan a la aseguradora como una fuente adicional de investigación para definir políticas comerciales para tales clientes. Para terminar, cada vez más observamos que la contratación de una póliza de Seguro de Crédito Comercial ha dejado de ser solamente un simple aspecto de la política de seg u ros de la empresa para pasar a ser una decisión estratégica importante para el negocio. * Paulo Baptista es Senior Vice Pre s i- dent de Marsh y Líder Nacional de la práctica del FINPRO (Seguros Fin a n c i e ros e Pro fesionales) de Bra s i l. E - m a i l :p a u l o. b a p t i s t m a rs h. c o m BRASIL SEGURO DE CRÉDITO COMERCIAL RENASCE FORTE E COM GRANDE POTENCIAL DE MERCADO Por Paulo Baptista * Até três anos atrás o Seguro de Crédito Comercial era uma modalidade de seguros inexpressiva no mercado brasileiro. O volume de prêmios era insignificante comparado com outros ramos,e a demanda por parte das empresas era quase inexistente.a maioria delas considerava o seguro muito caro ou desconheciam os benefícios do produto. Este ambiente, nada animador, resultava no desinteresse em se investir no ramo - apesar do Brasil ser um país com economia forte, p o s s u i r uma indústria moderna, mercado financeiro s o f i s t i c a d o, bancos sólidos e empresários exigentes e criativos. De três anos para cá,observamos uma radical mudança na percepção das seguradoras sobre o potencial do mercado. P r at i c a m e n t e todos os grandes players globais apostaram na potencialidade no País.A maioria estabeleceu operações próprias com investimentos tanto em recursos humanos como tecnológicos. Hoje, as seguradoras locais oferecem às empresas brasileiras produtos e serviços sof i s t i c a d o s, flexíveis e competitivos, s i m i l a r e s aos mercados mais desenvolvidos. Não poderia ser diferente.no período acima,o Brasil entrou em uma fase de maior estabilidade econômica, atravessou choques internos e externos com tranqüilidade,o sistema financeiro fortaleceu-se.adicionalmente,o comércio internacional e doméstico cresceu pela via exportadora e pela inclusão de novas classes de consumidores dentro do País. Vencido o primeiro obstáculo que era o interesse do próprio mercado segurador no potencial do Pa í s, outras dificuldades vão aos pouco sendo superadas. A principal delas é a percepção de muitas empresas que o Seguro de Crédito é um seguro típico, ou sej a, seu único benefício é a transferência de grande parte do risco de suas contas a receber para uma seguradora. Este é, sem dúvid a, um aspecto importante, uma vez que a empresa se protege de prejuízos por mora, c o n c o r d ata e falência de clientes - eventos que podem ter impacto muito negativo nos seus resultados. As empresas brasileiras rapidamente passam a perceber vários benefícios indiretos no Seguro de Crédito.E eles são muitos - constadados em diálogos que antecedem a decisão de contratar o seguro.os principais benefícios indiretos percebidos são: Quase todas empresas pretendem ampliar vendas,hoje limitadas pela capacidade de concessão de crédito, sem abrir mão de segurança e critérios técnicos de gestão de risco. Muitos pretendem ter acesso a linhas de crédito mais baratas e negociar condições favoráveis em operações financeir a s, tais como desconto de recebíveis e o u t r a s. Seus bancos já percebem que com o seguro há significativa melhora no grau de risco geral da empresa e dos seus recebíveis. Todos têm a garantia que os ativos representados pela parte das contas a receber c o b e r t a s, se converterão em caixa em prazos que não exigirão provisionamentos para devedores duvidosos. Portanto, também seu fluxo de caixa futuro está protegido. O prêmio pago pelo seguro será integralmente dedutível para efeito de imposto de renda e outros encargos Os departamentos de crédito beneficiamse de serviços agregados ao seguro, tais como monitoramento dos aspectos econômicos e financeiros da carteira de recebíveis e toda a gestão de cobrança de créditos não recebidos. Os departamentos de vendas, ao buscarerm novos clientes potenciais, utiliza a seguradora como fonte adicional de pesquisa para definir políticas comerciais para tais clientes. Para concluir, cada vez mais observamos que a contratação de uma apólice de Seguro de Crédito Comercial deixa de ser um simples item da política de seguros corporativos para ser uma decisão estratégica de importância para o negócio. * Paulo Baptista Senior Vice President da Marsh e Lider Nacional da Prática de FINPRO (Seguros Financeiros e Profissionais) para o 17

16 LA SEGURIDAD DE LOS PRODUCTOS ALIMENTICIOS Y EL CONSUMIDOR Por ANDREA FABIANA MAC DONALD (*) I-INTRODUCCIÓN: 18 Es importante considerar que la seg u ridad de los alimentos rev i s t e dos aspectos de importancia:jurídico y económico. Jurídico por el hecho de que la seguridad se vincula con la re s p o n s abilidad de los productores, fabricantes y distribuidores, mientras que el económico se relaciona con el consumidor pri n- cipal adquirente de bienes y servicios suministrados por los ofe re n- tes de dichos bienes y serv i c i o s dentro del mercado.es por ello que e fe c t u a remos un análisis sobre la importancia de la seguridad de los alimentos y los efectos en el consumidor, haciendo mención del derecho comparado y, en Argentina,con la ley de defensa del consumidor, llegando a nuestras consideraciones finales. II-LA NOCIÓN DE SEGURIDAD Y LA IMPORTANCIA EN EL CONSUMIDOR. Es preciso considerar que la noción de seguridad de los productos alimenticios se vincula con la eficiencia en cuanto al cumplimiento de d e t e rminadas obligaciones legales impuestas a los productores, fabricantes y distri b u i d o res de dich o s p ro d u c t o s. C o n s i d e ra m o s, a d e m á s, que la seguridad también se re l a- ciona con la buena fe de los consu-

17 A SEGURANÇA DOS PRODUTOS ALIMENTÍCIOS E O CONSUMIDOR Por Andrea Fabiana Mac Donald m i d o res cuando adquieren bienes y serv i c i o s, s u rgi e n d o, de esta man e ra, el sentimiento de confi a n z a que inspira a los mismos hacia dichos productos. Desde el punto de vista económ i c o, la seguridad se vincula con la publicidad y el m a rke t i n g d e los pro d u c t o s ; las mismas constituyen estra t e gias fundamentales de los pro d u c t o re s, c u ya meta es a t raer la atención de los consumid o res de dichos pro d u c t o s. Sin emb a rgo, no podemos ignorar que la s e g u ridad re q u i e re el cumplimiento de normas que estarán a cargo del productor o fab ricante de bienes y servicios que suministran en el merc a d o. Podemos considerar a la seguridad como aquella obligación que tiene a su cargo el fabricante, productor o distribuidor consistente en proporcionar productos o servicios que carezcan de defectos o fallas que puedan afectar la integridad del producto o servicio que se proporciona al consumidor 1. Uno de los dere chos re c o n o c i- dos internacionalmente a partir de la Ley Ke n n e dy de 1962 es el de la i n t e gridad física y la salud de los c o n s u m i d o re s. Este fue incorporado posteri o rmente en las dive rs a s l e gislaciones de los países latinoam e ricanos como Bra s i l, a trav é s del Código del Consumidor; en A r- ge n t i n a, a través de la ley , y I Introdução. È importante considerar que a segurança dos alimentos se reveste de importantes apectos: jurídico e econômico.jurídico pelo fato de que a segurança está vinculada com a responsabilidade dos produtores, fabricantes e distribuid o r e s. Econômico por relacionar-se com o c o n s u m i d o r, principal adquirente de bens e serviços fornecidos pelos que abastecem tais bens e serviços dentro do mercado. Por isso efetuaremos uma análise da importância da segurança dos alimentos e os efeitos para o consumidor, fazendo menção do direito comparado e na Argentina com a Lei Defesa do Consumidor, chegando às nossas considerações finais. II A noção de Segurança e a sua importância para o consumidor. É preciso considerar que a noção de segurança dos produtos alimentícios vincula-se com a eficiência do cumprimento de determinadas obrigações legais impostas aos produtores,fabricantes e distribuidores de tais produtos. Consideramos também que a segurança se relaciona com a boa fé dos consumidores quando adquirem bens e serviços, surgindo desta maneira o sentimento de confiança que leva estes consumidores até estes produtos. Do ponto de vista econômico a segurança vincula-se com a publicidade e o marketing dos produtos, os quais constituem estratégias fundamentais para e têm como meta atrair a atenção de seus consumidores. No entanto, não podemos ignorar que a segurança requer o cumprimento de normas por parte do produtor ou do fabricante de bens e serviços que abastecem o mercado. Podemos considerar a segurança como aquela obrigação, de responsabilidade do fabricante, produtor ou distribuidor, consistente em proporcionar produtos ou serviços desprovidos de defeitos ou falhas que possam prejudicar a integridade do produto ou serviço proporcionado ao consumidor [1]. Um dos direitos reconhecidos internacionalmente a partir da Lei Kennedy de 1962 é o da Integridade Física e da Saúde dos Consumid o r e s, o qual foi incorporado posteriormente nas diversas legislações de países latino-americanos como o Brasil, por meio do Código de Defesa do Consumidor; a Argentina por meio da Lei e demais países como Colômbia, Paraguai, Venezuela e outros. III A Segurança alimentícia e o consumidor no direito comparado. Segundo Bercovitz Rodrigues Cano a saúde e a segurança são valores absolutos, de modo que ainda que não disposta sua proteção nestas normas,os consumidores e usuários estariam protegidos na mesma medida por outras leis relacionadas à mat é r i a [ 2 ]. Já Hidalgo M oya manifesta que os produtos alimentícios, por definição, devem ser seguros; caso se comprove sua insegurança, defeitos ou alterações que possam derivar um risco potencial para a saúde do consumidor, este pode atuar amparando-se na legislação [3].Aqui interpretamos que a norma adquire uma função de proteção ou cobertura que funciona de maneira eficiente para o consumidor no que se refere ao direito espanhol.[4] O não cumprimento de determinadas obrigações impostas ao produtor, fabricante ou dist r i b u i d o r, no que tange à segurança dos produtos alimentícios, provoca como conseqüência danos e prejuízos à integridade física e à saúde dos consumidores; aqui entraria em jogo o tema da responsabilidade do produtor, e l a b o r a- dor e o distribuidor do produto alimentício. Ta l responsabilidade deriva daqueles pressupostos de falta de previsão ou negligência quanto às condições em que se encontrava o produto fornecido ao consumidor, já que o produto estav a sujeito ao seu controle e previsão.[5] O Direito Espanhol contempla uma técnica chamada socialização dos riscos que tem o seguinte princípio: o produtor, i m p o r t a d o r, a s- sim como os que intervêm no mercado de bens e serv i ç o s, gozam de uma posição privilegiada e desta forma, os danos que se originam no 19

18 20 consumo do produto deve ser dividido entre tod o s.c o n s i d e r o u - s e, pois que o princípio da responsabilidade teve de se adaptar diante das constantes mudanças em matéria de riscos, o que provocou o nascimento de novos sistemas de controle na produção e elaboração de produtos alimentícios. Isso significa que a falta de segurança nos produtos alimentícios deriva da falta de previsão ou imperícia por parte de quem os elabora, produza ou distribua ao cons u m i d o r. A s s i m, considero em minha modesta opinião que tal responsabilidade deve ser dividida e que nenhum dos envolvidos na cadeia de produção/ distribuição deve eximir-se da responsabilidade pelos danos e prejuízos sofridos pelo consumidor, depositário da boa fé na aquisição de bens e serv i ç o s. [ 6 ] O que acontece na Legislação Espanhola em relação à matéria de consumidores é que a Lei Geral para os Consumidores e Usuários estipula determinados princípios fundamentais em m atéria de segurança alimentar, os quais são: 1. A inobservância durante o processo de produção e durante a comercialização de produtos alimentícios: de princípios e direitos básicos que amparam os sujeitos finais de seu consumo; do direito à vida; do direito à segurança; do direito à proteção de interesses econômicos. 2. A falta de ética e honestidade nas transações comerciais, a fraude alimentícia e as fabricações dos produtos. 3. A informação inadequada ou a falta de inf o r m a ç ã o, assim como a publicidade enganosa e a errônea que afetam a opinião do consumidor na escolha do produto. Aqui devemos delimitar o que se refere ao que conhecemos como informação assimétrica ou imperfeita que provoca falhas no mercado.[7] Um dos princípios que impera atualmente no direito comparado é que a intensidade do consumo provocou um aumento dos riscos, logo há alta probabilidade dos consumidores sofrerem danos e prejuízos.alguns autores espanhóis como Hidalgo Moya considera que a atuação ilícita de alguns produtores tem provocado multiplicidade de danos e prejuízos para a saúde dos consumidores como no caso de Colza [8]; considerou-se que o avanço da tecnologia, tido como o quarto fator de produção, do ponto de vista econômico,foi prejudicial no que diz respeito a dano provocado por intoxicações devido à introdução de determinadas substâncias ou componentes químicos, t a i s como os conservantes de latas de tomat e s, doces,e outros produtos alimentícios.[9] No que se refere à responsabilidade,na legislação espanhola encontra-se a Lei 22/1994 de 6 de julho,referente à responsabilidade civil pelos danos ocasionados por produtos, a qual dá origem a noção de produto defeituoso. Considera-se de acordo com esta Lei que o produto defeituoso é aquele que não oferece a segurança que legitimamente se espera, l e- vando-se em conta as circunstâncias relacionadas ao produto em questão. Também esta lei considera que os fabricantes e os importadores serão responsáveis pelos danos causados por defeitos que portem os produtos que fabricam, distribuam ou comercializam. O pressuposto de exoneração de responsabilidade do produtor que contempla a Lei 22/1994, aplicase quando ele possa provar eficientemente que não colocou em circulação tal produto defeituoso ou que não o fabricou ou não o vendeu. No que diz respeito ao prazo,o consumidor conta com três anos, a partir da data em que se produziu o dano,para realizar a sua reclamação.[10] IV A Segurança alimentar e o consumidor no marco da União Européia [11] A União Européia (UE) tem empregado uma política que tende a fornecer segurança no que realiza a cadeia alimentar e estabelece uma ampla legislação na qual predomina a responsabilidade dos produtores e fornecedores para garantir a qualidade e a segurança do abastecimento de alimentos. Considerou-se porém que as regulamentações promulgadas pela UE têm sido uma das mais restritas do mundo. Em 2000 fundou-se a Autoridade Européia de Segurança Alimentar (AESM) que é uma organização independente e trabalhará com os Estados Membros da EU.Tal organização também tem como função essencial a avaliação dos riscos da cadeia alimentar. Tem-se considerado que a qualidade das matérias primas é de suma importância para garantir a segurança e a qualidade do produto final. A legislação da União Européia é aplicável em matéria de transporte e armazenamento. Devemos levar em conta a importância do qual se reveste o CODEX ALIMENTARIUS fundado em 1962 pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO). No que se refere à fabricação de alimentos,a responsabilidade da indústria de processamento también en otros países como Col o m b i a, Pa rag u ay y Ve n e z u e l a, e n- t re otro s. III-LA SEGURIDAD ALIMENTARIA Y EL CONSUMIDOR EN EL DERECHO COMPARADO: B e rc ovitz Rodríguez Cano consid e ra que: La salud y la seguri d a d son va l o res ab s o l u t o s, de modo q u e, aunque no se hubiera dispuesto su protección en estas n o rm a s, los consumidores y u s u a rios estarían pro t e gidos en la misma medida por otras leye s dictadas sobre la materi a 2. Po r su part e, H i d a l go Moya manifi e s t a q u e : Los productos alimenticios, por defi n i c i ó n, deben ser seguro s ; en el caso de que se pro b a ra su i n s e g u ri d a d, existencia de defe c- tos o alteraciones que puedan deri var en un ri e s go potencial para la salud del consumidor, el mismo puede actuar en consecuencia amparándose en la legi s l a- c i ó n... 3.Aquí interpretamos que la n o rma adquiere una función de p rotección o cobert u ra que ha funcionado de manera efi c i e n t e en el consumidor en lo que re s- pecta al dere cho español 4. El incumplimiento de determ i- nadas obligaciones impuestas al productor,fabricante o distribuidor en lo que respecta a la seguridad de p roductos alimenticios ori gina como consecuencias, danos y perjuicios en la integridad física y en la salud de los consumidores.aquí entraría en juego el tema de la responsabilidad del productor, elaborador o distribuidor del producto alimenticio. Dicha responsabilidad deriva de aquellos presupuestos en donde se ha detectado una falta de previsión o negligencia en cuanto a las condiciones en que se encontraba el producto suministrado al consumidor, ya que el mismo estaba suje-

19 to a su control y supervisión 5. En el dere cho español, se contempla una técnica denominada socialización de los ri e s go s, l a cual consiste en que el productor, i m p o rtador o los que interv i e n e n en mercado de bienes y serv i c i o s gozan de una posición privilegiada y que, en consecuencia, los daños que se originen en el consumo del p roducto puedan re p a rt i rse entre todos.se ha considerado,pues,que el principio de responsabilidad ha tenido que adecuarse en cuanto a los constantes cambios en materia de riesgos,lo cual dio nacimiento a nu evos sistemas de control en la p roducción y elab o ración de productos alimentarios.es decir, que la falta de seguridad en los productos alimenticios deri va de la falta de previsión o impericia por parte de quien elabore,produzca o distribuya el producto al consumidor. E n mi modesta opinión,considero que d i cha re s p o n s abilidad debe ser c o m p a rtida y que nadie debe enc o n t ra rse ex o n e rado frente a los daños y perjuicios sufridos por el consumidor depositario de la buena fe en la adquisición de bienes y servicios. 6 En lo que acontece a la legislación española en materia de consum i d o re s, la Ley General para los c o n s u m i d o res y usuarios estipula d e t e rminados principios fundamentales en materia de seguri d a d alimentaría.estos son: 1-La inobservancia durante el p roceso de producción y dura n t e la comercialización de pro d u c t o s alimentarios,principios y derechos básicos que amparan a los sujetos finales de su consumo;el derecho a la vida,a la seguridad,el derecho a la protección de sus intereses económicos. 2-La falta de ética y de honestidad en las transacciones comerciales,el fraude alimentario y las fabricaciones de los productos. 3-La info rmación inadecuada o la falta de información así como la p u blicidad engañosa, e rr ó n e a, q u e afecten al juicio del consumidor en la elección del pro d u c t o. Aquí debemos acotar que se hace referencia a lo que nosotros conocemos 21

20 22 como información asimétrica o imp e r fecta que ori gina fallas en el mercado. 7 Uno de los principios que impera en la actualidad en el derecho c o m p a rado es que la pro f u n d i z a- ción del consumo ha provocado un aumento en los riesgos y, por lo tant o, la alta pro b abilidad de que suf ran daños y perjuicios los consum i d o re s. Algunos autores españoles,como Hidalgo Moya,consideran que: La actuación ilícita de algunos pro d u c t o res ha ocasionado multiplicidad de daños y perjuicios para la salud de los consumidores, como en el caso de la Colz a 8. Se ha considerado que el avance de la tecnología considerado como el cuarto factor de prod u c c i ó n, desde el punto de vista e c o n ó m i c o, ha sido perjudicial en cuanto a los daños provocados por i n t ox i c a c i o n e s, debido a la introducción de determinadas sustancias o componentes químicos,tales como los conservantes de latas de tomates y dulces, e n t re otros productos alimenticios. 9 En lo que hace al tema de re s- ponsabilidad,en la legislación españ o l a, se encuentra la Ley 22/1994 del 6 de julio referida a la responsabilidad civil por los daños ocasionados por pro d u c t o s. lo cual da origen a la noción de producto defectuoso.se considera de acuerdo a dicha ley que producto defe c t u o s o es aquel que no ofrece seguri d a d que cabría legítimamente espera r teniendo las circunstancias con relación al producto en cuestión. Dicha ley también considera que los fab ricantes y los import a d o res serán responsables de los daños causados por defectos que adolecen en los productos que fab ri q u e n, distribuyan o comercialicen.el presupuesto de ex o n e ración de re s- p o n s abilidad del productor que contempla la ley 22/1994 es en caso de que el mismo pueda probar en fo rma fehaciente que no ha puesto en circulación el pro d u c t o defectuoso o que no fabricó o vendió dicho pro d u c t o. En cuanto al plazo con que cuenta el consumidor para efectuar su re cl a m o, e s t e es de 3 años desde la pro d u c c i ó n del daño. 10 IV-LA SEGURIDAD ALIMENTARIA Y EL CONSUMIDOR EN EL MAR- CO DE LA UNIÓN EUROPEA. 11 La Unión Europea (UE) ha empleado una política tendiente a proveer seguridad en lo que hace a la cadena alimentaría y establece una amplia legislación en la que predomina la re s p o n s abilidad de los productores y proveedores para garantizar la calidad y seguridad del abastecimiento de alimentos.se ha considerado,pues,que las regulaciones p ropulsadas por la UE han sido unas de las más estrictas del mundo.en al año 2000 se fundó la Autoridad Europea de Seguridad A l i- mentaría (AESM),la cual es una organización independiente que trabajará con los Estados Miembros de la UE. Dicha organización también tiene como función esencial la evaluación de los riesgos de la cadena alimentaría. Se ha considerado que la calidad de las materias primas es de gran importancia para gara n t i z a r la seguridad y calidad del pro d u c- to fi n a l. La legislación de la Unión E u ropea es aplicable en materi a de tra n s p o rte y almacenamiento. Debemos tener en cuenta la imp o rtancia que reviste el CODEX A L I M E N TARIUS fundado en 1962 por la Organización Mundial de la Salud (OMS) y la Organización de las Naciones Unidas para la A gric u l t u ra y la Alimentación (FAO ). En lo que respecta a la fab ri c a c i ó n de alimentos, la re s p o n s ab i l i d a d de la industria de pro c e s a m i e n t o de alimentos es garantizar a los c o n s u m i d o res que sus pro d u c t o s sean saludables y que cumplan los requisitos legales; los elab o ra d o- res de alimentos utilizan sistemas actualizados de control de calidad

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